Ronaldo Luiz Nazário de Lima, 34 anos, carioca, títulos individuais e coletivos ao longo de 18 anos de carreira no futebol.
Superação.
O homem não superou as dores espalhadas por um corpo maltratado ao longo desses longos anos de caminhada pelo mundo e arrancadas atrás da bola. E que arrancadas!
Superação.
O mito superou e extrapolou as fronteiras das quatro linhas dos gramados e chegou às alturas. Ao infinito e além.
Conhecido de ponta a ponta dessa imensa bola que é o planeta Terra. Por mais que bolas (e o futebol de hoje, abarrotado de volantes e zagueiros “marombados”) não tenham pontas.
Superação.
O jogador que superou contusões e mais contusões, três delas muito sérias, parou. O jogador que superou, por tantas vezes, as expectativas dos incrédulos quanto ao seu poder de superação, veio, viu e venceu. E como venceu!
Mas agora parou. Sai “dessa vida” para entrar para a história.
Exagero.
O jogador não entra para a história. Já está na história. Ele fez a história… sua história. Maior artilheiro de todas as Copas do Mundo, ele é a história do futebol contemporâneo. Nenhum jogador aliou futebol dentro do campo com a vida de “popstar”, estrela interplanetária, que os grandes nomes do esporte passaram a viver nos últimos 20 anos.
Um fenômeno!
O fenômeno, ao contrário do jogador, não acabou. Contrariando as próprias palavras do Fenômeno, ele não morreu. Segue aí, firme e forte, pairando com autoridade sobre a cabeça de tantos centroavantes caneludos perdidos por aí, mundo afora. Afinal, quem é rei nunca perde a majestade.
Rei, aliás (dizem), único. O primeiro a obter essa condição de figura estratosférica, muito além dos campos, gramados, bolas, traves e a marca da cal.
Marca da cal, por sinal, última parada de sucesso e protagonismo do Fenômeno, num gol marcado – curiosamente – contra o seu Cruzeiro; clube que “apresentou” ao mundo aquele garoto franzino, centroavante arisco e habilidoso, que veio do pequeno São Cristovão.
Marca da cal do Pacaembu; ponto de partida da última das quatrocentas e tantas comemorações a que se deu – e que nos deu: torcedores, fãs, admiradores – direito de comemorar.
Para o jogador. Agora oficialmente. Tão parado como já estava em campo ultimamente. Não precisava deste melancólico e tragicômico fim.
Vai-se o mito, que sai do corpo presente para eternizar, como tantos outros, os (belos) videoteipes.
Como tantos outros, mas único. Pois é, pra sempre, Fenômeno.
Parabéns Ronaldo!
“Não aguento mais. Mas foi lindo pra caramba!” (Ronaldo)
Acho que se ele tivesse parado antes, continuaria sendo o fenômeno e não teria manchado sua história…
E o hipotireoidismo não é desculpa! – http://veja.abril.com.br/noticia/saude/remedio-para-hipotireoidismo-nao-caracteriza-doping
=)
Comentário por marjodattilio — segunda-feira, 14 fevereiro, 2011 @ 21:36 |
Nossa, tanto tempo de blog abandonado e volta pra falar do Ronaldo… Parabéns!
Comentário por Lia Drumond — terça-feira, 15 fevereiro, 2011 @ 6:51 |
Rs
Ainda tô ensaiando voltar a blogar… mas nem deve ser mais nesse endereço aqui… talvez um blog coletivo… não sei… só precisava de um espaço pra divulgar esse texto que tinha escrito e esse era o único ativo… rs
Como está a gravidez?
Bjs
Comentário por Danilo — terça-feira, 15 fevereiro, 2011 @ 15:37 |
Tá acabando, graças aos Deuses! Blog coletivo é legal, se vc encontrar pessoas legais para escrever. Sucesso, baby! Bjs
Comentário por Lia Drumond — quarta-feira, 16 fevereiro, 2011 @ 17:25 |