Mãe! Eu quero um pra mim!!!

Quarta-feira, 3 Junho, 2009

Trailler de “God of War 3″ para PlayStation 3.

Trailler de “The Beatles: Rockband” para PS3 e X360.

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Ultimamente não tenho grana nem pra comprar um Atari, quem dirá esses aí em cima!


Terça-feira, 9 Setembro, 2008

Máquina do Hype*

Como os excessos de publicidade podem prejudicar nossa experiência de jogo

Por Fábio Santana:

“Tradução não é uma ciência exata”, disse, sabiamente, um amigo meu. Louis Hjelmslev, lingüista dinamarquês, afirmou que cada língua ordena a realidade de uma maneira distinta. O fato é que nós, brasileiros, não temos uma palavra para o termo de origem americana “hype”. Pode-se falar em “exagero”, “badalação”, “alarde”, mas nenhuma palavra, sozinha, sintetiza, com exatidão, o conceito carregado pelo termo original. É preciso explicá-lo em uma construção mais extensa: “propaganda ou discussão na mídia dizendo, ostensivamente, ao público o quão bom ou importante é algo”. Seria algo como “publicidade exagerada”. No âmbito dos jogos eletrônicos, a máquina do hype é bem conhecida, pois é a ferramenta de muitas empresas para alimentar, com seus excessos, o interesse do público.

Durante uma reunição de investidores em maio deste ano, Satoru Iwata, o presidente da Nintendo, ilustrou muito bem o problema: “Sentimos agora que as informações estão sendo consumidas e tornadas obsoletas mais rápido do que nunca. Quando penso na situação atual como um consumidor, quando sou exposto a novas informações cedo demais, sinto que já estou cansado do produto quando ele finalmente é lançado”.

Ironicamente (ou talvez este tenha sido justamente o motivo para a declaração de Iwata), um dos jogos recentes que teve a maior enchente de mídia foi Super Smash Bros. Brawl, da própria Nintendo. O jogo foi mencionado na E3 2005, teve o primeiro trailer exibido na E3 2006 e, a partir de maio de 2007, teve notícias diárias em um blog dedicado. Foram cerca de 300 atualizações ao longo de 11 meses. Quando enfim pude colocar as mãos no jogo, tive a impressão de que já conhecia mais do que deveria. Fico imaginando qual seria minha reação ao descobrir, jogando, cada personagem e golpe. Infelizmente, a alegria da descoberta, aquela doce sensação de voltar à primeira infância, me foi roubada.

Outro bom exemplo de como o exagero de publicidade pode prejudicar a experiência inicial com o produto é Metal Gear Solid 4. Durante quase três anos, Kojima e sua equipe produziram cerca de uma dúzia de trailers, alguns com mais de 15 minutos, exibindo personagens, cenas de ação e cenários diversos. Por mais que você não consiga, obviamente, ter noção do desenrolar da trama através de vídeos promocionais, trechos importantes deles passeiam entre o seu consciente e o seu inconsciente e se alojam em um e em outro, arruinando o efeito de surpresa que algumas cenas poderiam causar no produto final.

Alguns jogos, por mais que tenham ciclos de desenvolvimentos extensos e sejam divulgados com bastante antecedência, não são vítimas graves desse mal. É o caso dos jogos da série Final Fantasy e de muitos outros RPGs, que costumam ter apenas uma premissa básica revelada, bem como detalhes vagos de protagonistas e antagonistas. Áreas avançadas geralmente não são exibidas e as reviravoltas da trama não são nem de leve aludidas. A experiência final do jogador é preservada.

O Team ICO da Sony também costuma mostrar apenas o necessário. Foi assim com ICO, com Shadow of the Colossus e, agora, com seu próximo projeto, do qual só temos uma arte conceitual – e isso bastou para despertar o interesse, sem hiperbolismos. E o que dizer da Rockstar Games? Conhecemos seus projetos com bastante antecedência, mas só vamos ver as primeiras telas e vídeos dois ou três meses antes do lançamento.

Há diversas maneiras de divulgar produtos e gerar percepção, mas nem todas respeitam a castidade dos consumidores (ou mesmo os anseios da equipe de criação, em alguns casos). Se todos os departamentos de publicidade planejassem com mais cautela o que e quando deveria ser mostrado, valorizando relevância e não quantidade, nosso primeiro contato com os jogos seria mais epifania e menos déjà-vu.

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Fabio Santana, 29, iniciou sua carreira de jornalista de games em 1995 como editor da revista Gamers. Posteriormente, na Conrad Editora, lançou a revista SuperDicas PlayStation. Foi editor executivo do núcleo de games da Futuro Comunicação e editor da revista EGM Brasil. Atualmente, integra a equipe de jornalistas de games da Editora Europa, como editor do núcleo de Gaming Books. Também escreve para as revistas Dicas & Truques para PlayStation, GameMaster, Revista Oficial do Xbox 360 e NGamer Brasil.

* Texto originalmente publicado na Revista GameMaster nº 43, Agosto de 2008.


Ainda sobre a polêmica dos games

Sábado, 26 Janeiro, 2008

Esse material foi postado no blog Liberdade Gamer, e mostra a abordagem da imprensa não-especializada a respeito do tema games.

Assim como, provavelmente, ouviríamos um monte de bobagens, ou informações no mínimo duvidosas caso o Galvão Bueno, de repente, aparecesse na sua telinha comentando política e economia.
É bem estranho ver matérias falando sobre supostos malefícios que games violentos poderiam trazer à formação da personalidade de nossos jovens e crianças realizadas por gente que nunca viu um controle na vida.

Por que não entrevistaram alguém da imprensa especializada? Com tantos bons e reconhecidos nomes como Renato Villiegas, Gustavo Petró, Pablo Miyazawa, Ronaldo Testa, Orlando Ortiz, Fábio Santana entre outros.

Como conseguem colocar um velho idiota falando que no Brasil os games violentos influenciam porque moramos num país de cultura violenta, ao contrário do que ocorre no Japão (a “Meca” dos games, violentos ou não) em que o povo é pacífico e não sofre tal influência.

Pura balela! Não vou me prolongar nas diferenças culturais entre os dois países. Acompanhe abaixo as reportagens veículadas na Rede Globo de Televisão.

Jornal Hoje – 22/01

Jornal da Globo – 23/01


Nota sobre o post anterior

Sábado, 26 Janeiro, 2008

Pra quem se interessa em games, e também está sentindo que essa polêmica criada pela Justiça Federal de MG e pelo Procon-GO só irá trazer prejuízos para quem, de alguma forma, está ligado à indústria (gamers, imprensa especializada, lojistas, etc), acompanhe mais protestos e opiniões de especialistas em alguns dos blogs que eu listo abaixo.

Blogeek

Gamer.br

Liberdade Gamer

Há, ainda, um manifesto sendo organizado para protestarmos contra essa decisão autoritária e estapafúrdia.

Quando?
Sábado, dia 2 de fevereiro de 2008, às 11h

Onde?
Avenida Paulista NO VÃO DO MASP

Como?
Basta chegar e se juntar à multidão. Se quiser, pode levar placas ou vir
vestido a caráter.

Por que?
Para evitar a proibição de jogos, educando a população e o poder público
sobre os benefícios dos jogos eletrônicos


Ditadura e censura contra os games

Sábado, 26 Janeiro, 2008

Games considerados “violentos” são banidos do país

Sob argumentos, no mínimo, levianos e inconsistentes como “os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais” a (in)justiça brasileira, através da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, proferiu sentença, no último dia 17, banindo jogos eletrônicos considerados violentos.

A Justiça Federal de MG e o Procon-GO, que já deu ínicio as atividades de recolhimento dos jogos nas prateleiras das lojas, mostram uma total desinformação e despreraro para lidar com essa questão.

Sem qualquer tipo de apuração, ou no mínimo o embasamento da opinião de especialistas (psicólogos, psicánalistas, etc) divulgaram a tão “afamada” decisão publicando nota no site oficial do Procon-GO sem sequer atentar a incostitucionalidade de tal ato, já que existe legislação vigente no país que regula e classifica os jogos eletrônicos no Brasil.

Como já disseram outros grandes nomes da imprensa especializada, essa proibição é um retrocesso e extremamente perigosa.

Ao contrário do que houve alguns anos atrás (quando outros games ditos violentos foram banidos, e mais tarde readmitidos no país), naquela época não havia legislação e/ou classificação oficial para essas mídias, o que fazia com que decisões baseadas em petições de advogados inúteis e desocupados (vide o “paladino anti-games norte-americano” Jack Thompson) tivessem validade.

Algo que não ocorre desta vez, já que a Lei está aí e não está sendo respeitada, justamente, por aqueles que deviam zelar por ela e fazê-la cumprir.

O que mais me preocupa nesse caso é que justamente entrávamos em 2008 com grandes expectativas de avanços em relação aos games no Brasil.

O Projeto de Lei 300/2007, que prevê benefícios fiscais para os games e produtos relacionados, tem grandes chances de ser votado e entrar em vigor ainda esse ano.

No entanto, um “tiro-no-pé” como esse pode acabar trazendo uma aura negativa para o tema, e, num ano que será marcado por eleições municipais, o lobby negativo pode acabar matando um dos únicos avanços, em matéria de legislação, que obtivemos nos últimos anos.

Como muito bem perguntou o editor da Rolling Stone, Pablo Miyazawa: “E será que depois de tantos progressos e vitórias no ano passado, começaremos 2008 regredindo?”


O Mundo nos games

Quinta-feira, 10 Janeiro, 2008

Um duelo bem interessante ocorreu essa semana na Consumer Eletronic Show 2008 ocorrida em Las Vegas (EUA).

Durante a apresentação da Microsoft, numa brincadeira entre Bill Gates e um de seus diretores, eles chamaram ao palco a campeã mundial do game Guitar Hero, e o guitarrista Slash (ex-Guns’n'Roses) para duelarem.

Pra quem curte bons games e um rock de primeira essa é uma boa pedida.

Confiram o vídeo que já rola na net:


Dedos calejados

Sábado, 5 Janeiro, 2008

Essa é pra quem curte games.

Finalmente uma verdadeira continuação para o maior e mais marcante jogo de luta da história dos videogames está a caminho: Street Fighter IV!!!

Quem aqui nunca gastou boa parte da mesada num fliperama no início dos anos 90 que atire a primeira ficha! Ou melhor, pedra!!

Ainda não há uma data específica pro lançamento do jogo, mas é melhor prepararem os dedos e o bolso, porque quando sair o game para os consoles da nova geração (PS3, Xbox 360), quem puder vai jogar até sangrar.

Acompanhem agora o novo trailler: